O que é o GLPI? Guia Completo 2026

Tudo sobre o GLPI: o que é, para que serve, quem o usa, quanto custa, como instalar e por que é a plataforma ITSM open source mais utilizada do mundo.

O GLPI (Gestionnaire Libre de Parc Informatique) é a plataforma de ITSM e gestão de ativos open source mais utilizada do mundo, com mais de 500 mil organizações em produção. Neste guia, explicamos tudo o que precisa de saber para decidir se o GLPI é a ferramenta certa para a sua operação.

O que é o GLPI?

O GLPI é uma aplicação web para gestão de serviços de TI (ITSM), gestão de ativos e service desk. Centraliza numa única plataforma o controlo de tickets, inventário de hardware e software, contratos, fornecedores, base de conhecimento e projetos.

Criado em 2003 pela comunidade open source francesa, é hoje mantido pela Teclib e por uma comunidade global de programadores. A versão mais recente é o GLPI 11, lançado em 2025 com interface modernizada e formulários nativos.

Para que serve o GLPI?

O GLPI resolve cinco grandes desafios das equipas de TI:

1. Service Desk e Help Desk

Centraliza a abertura, acompanhamento e resolução de tickets (incidentes e pedidos). Inclui SLA/OLA, regras de atribuição automática, aprovações, inquéritos de satisfação e notificações por email.

2. Gestão de Ativos (CMDB)

Inventaria computadores, monitores, impressoras, dispositivos de rede e software. O GLPI Agent (inventário nativo a partir do GLPI 10) recolhe informações automaticamente através de um agente instalado nos equipamentos.

3. Contratos e Fornecedores

Regista contratos de suporte, garantias, licenças de software e fornecedores, com alertas de vencimento e associação direta aos ativos cobertos.

4. Base de Conhecimento

Documenta soluções, procedimentos e FAQs acessíveis aos técnicos e (opcionalmente) aos utilizadores finais. Reduz o tempo de resolução e o volume de tickets repetitivos.

5. Projetos e Tarefas

Gere projetos de TI com controlo de tarefas, prazos, custos e equipas. Permite associar tickets a projetos para rastreabilidade completa.

Quanto custa o GLPI?

O GLPI open source é 100% gratuito. Faz o download, instala no seu servidor e utiliza sem limite de utilizadores, tickets ou ativos. Os custos envolvidos são:

  • Infraestrutura: um servidor Linux com Apache/Nginx, PHP e MariaDB/MySQL. Um VPS de R$ 50-100/mês serve a maioria das operações.
  • Mão de obra: instalação, configuração e manutenção. Se a sua equipa tiver conhecimentos em Linux, o custo é zero.
  • Plugins (opcional): a maioria dos plugins da comunidade é gratuita. Plugins comerciais como os do NexTool oferecem funcionalidades avançadas com licenciamento acessível.

A Teclib também oferece uma versão GLPI Cloud (SaaS) com preços a partir de €19/agente/mês. A título de comparação, o ServiceNow começa em ~$100/agente/mês e o Jira Service Management em ~$20/agente/mês.

GLPI 10 vs GLPI 11: o que mudou?

O GLPI 11 trouxe alterações significativas em relação ao GLPI 10:

  • Interface modernizada: design responsivo com framework Symfony e Twig (substituiu o PHP procedimental).
  • Formulários nativos: o core do GLPI 11 incorporou formulários personalizáveis, reduzindo a dependência do plugin FormCreator.
  • Objetos personalizados: criação de tipos de objeto personalizados sem plugin (funcionalidade antes exclusiva do GenericObject).
  • Webhooks nativos: suporte básico a webhooks para integração com sistemas externos.
  • Desempenho: melhorias no carregamento de páginas e consumo de memória.

Quem usa o GLPI?

O GLPI é utilizado por organizações de todos os portes e segmentos:

  • Governo e setor público: universidades, municípios, tribunais e forças armadas.
  • Saúde: hospitais e redes de clínicas que necessitam de rastreabilidade de ativos e conformidade.
  • Indústria: fábricas com gestão de ativos distribuídos por múltiplas instalações.
  • Telecomunicações: operadoras com milhares de ativos de rede.
  • Educação: escolas e universidades com orçamento limitado para ferramentas de TI.

Como instalar o GLPI?

O GLPI pode ser instalado de duas formas:

Via Docker (recomendado)

A forma mais rápida e reprodutível. Com Docker Compose, coloca o GLPI + MariaDB a funcionar em minutos. Consulte o nosso guia de instalação do GLPI 11 no Docker.

Via Linux (instalação manual)

Instalação tradicional em Debian, Ubuntu, AlmaLinux ou RHEL com Apache/Nginx, PHP 8.1+ e MariaDB 10.5+. Consulte o nosso guia de instalação no Linux.

Como expandir o GLPI?

O GLPI possui um ecossistema de plugins que adicionam funcionalidades ao core. Existem duas abordagens:

  • Plugins da comunidade: centenas de plugins gratuitos disponíveis no marketplace oficial.
  • NexTool: plataforma modular que centraliza mais de 25 módulos num único plugin, sem conflitos de dependências. Saiba mais.

Consulte o nosso guia completo dos 50 melhores plugins e módulos para GLPI.

Próximo passo

Se está a avaliar o GLPI para a sua operação, comece pela instalação num ambiente de teste. Com Docker, o processo demora menos de 10 minutos. A partir daí, configure categorias, grupos, regras e SLAs de acordo com a sua realidade.

Precisa de ajuda? Fale com a equipa NexTool para consultoria de implementação.

Perguntas Frequentes

Sim. O GLPI é open source sob licença GPL-3.0, gratuito para download, instalação e utilização. A Teclib (empresa por trás do projeto) oferece uma versão cloud paga, mas o software em si é livre.

Ambas são plataformas ITSM, mas o GLPI é open source e self-hosted (sem custo de licença), enquanto o ServiceNow é SaaS com licenciamento por utilizador. O GLPI serve bem operações de pequena a grande dimensão com um custo significativamente inferior.

Sim. O GLPI suporta mais de 40 idiomas nativamente, incluindo o português. Toda a interface, notificações e relatórios podem ser configurados no idioma pretendido.

O GLPI é utilizado por mais de 500 mil organizações no mundo, incluindo universidades, organismos públicos, empresas de telecomunicações e indústrias. É especialmente popular na Europa e na América Latina.

Para gestão de tickets e ativos de TI, sim. O GLPI cobre ITSM, CMDB, inventário e service desk. Para gestão de projetos ágeis (Scrum/Kanban), o Jira continua a ser mais robusto.

Precisa de ajuda?