Regras de negócio são o motor de automação nativo do GLPI. Sem escrever uma linha de código, você configura classificação automática, roteamento inteligente e aplicação de SLAs.
Tipos de regras no GLPI
Regras de negócio para tickets
Aplicadas na criação ou atualização de chamados. São as mais utilizadas:
- Atribuir categoria com base no título ou descrição
- Atribuir grupo técnico com base na categoria
- Definir prioridade com base no tipo de solicitante
- Aplicar SLA com base na prioridade
Regras de atribuição de tickets
Determinam para qual técnico ou grupo o chamado é direcionado automaticamente.
Regras de importação/vinculação
Controlam como dados do inventário automático são importados e vinculados a ativos existentes.
Anatomia de uma regra
Cada regra tem 3 componentes:
- Critérios: condições que devem ser verdadeiras (AND/OR)
- Ações: o que fazer quando os critérios são atendidos
- Ordem: posição na lista de avaliação (regras são avaliadas sequencialmente)
Exemplo prático
Regra: "Chamados de email → Grupo Suporte N1"
- Critério: Origem do chamado = Email
- Critério: Categoria contém "Email"
- Ação: Atribuir grupo = Suporte N1
- Ação: Atribuir SLA (TTR) = SLA Média
Boas práticas
- Nomeie regras de forma descritiva (ex: "Email – Atribuir Suporte N1")
- Organize por ordem de especificidade: regras específicas primeiro, genéricas por último
- Use o Rule Inspector para debugar regras que não disparam
- Documente a lógica de cada regra no campo de comentários
- Teste em ambiente de homologação antes de ativar em produção
Quando regras não bastam
Para automações mais complexas (webhooks, integrações com sistemas externos, ações condicionais avançadas), use o módulo Automações do NexTool.
Próximo passo
Configure suas primeiras regras e use o Rule Inspector para validar que estão funcionando corretamente.